quinta-feira, 2 de junho de 2016


Ainda não chegámos ao fim de 2016 mas eu já sei que Maio foi um dos meus meses preferidos do ano. Estes serão Favoritos especiais embora eu sinta que poderão ficar um pouco desiludidos porque o conteúdo não irá muito além de momentos importantes para mim e muitas poucas novidades sobre as restantes categorias. Still, tenho algumas coisas que adorei usar/experimentar em Maio e que talvez vos desenjoem das minhas emoções académicas. Venham comigo!



Cada vez mais sinto necessidade de ter peças diferentes no meu armário e que, acima de tudo, me reflictam. Não precisam de ser necessariamente excêntricas ou extravagantes mas sim que eu saiba que, apesar de diferentes da zona de conforto, são uma aposta segura de que as vou usar porque algo nelas grita "Inês". E em Maio esforcei-me imenso para que as minhas compras fossem exactamente assim.

Foi o que aconteceu com estas calças. Procurem o quanto quiserem no meu armário e jamais encontrarão umas calças semelhantes. O mais próximo que tenho destes padrões é um vestido comprido lindíssimo. E apesar de eu ser eternamente uma miúda de calças skinny e jeans, apaixonei-me completamente por estas calças, pelo padrão, pelas cores, pelo acabamento em aberto da calça e não fechado, como é típico, pelo corte a direito na zona das virilhas e não em curva, como também é típico, e pela versatilidade. Consegui logo no primeiro segundo imaginar um conjunto mais descontraído, que convida à praia e, com a mesma facilidade, consegui imaginar um conjunto vencedor para poder levar para o meu trabalho. Parece que não, mas estas calças gritam Inês.

Padrão das calças
O objectivo era comprar umas menorquinas, até que me apercebi que, apesar de ter um pé grande, ficavam-me pessimamente no pé. E então, estava eu a aceitar a derrota quando vi estas sandálias que, para mim, preencheram completamente o meu olhar. Reconheço que não é uma peça que consiga agradar Gregos e Troianos pela cor, pelo glitter, pela plataforma branca. Para vos ser muito franca, também eu detesto plataformas brancas, sejam elas de que tipo for. Mas curiosamente, achei que nesta sandália a plataforma resulta. Adoro a junção do branco com o dourado e apesar de toda a atenção que um sapato com brilhos pode chamar, é apenas preciso saber conjugar com peças um pouco mais discretas e low profile. Andava há imenso tempo à procura de um calçado de verão dourado e estou mortinha para ter uma corzinha nos pés para me sentir gira quando as calço. E o conforto é inacreditável, como se andasse sobre nuvens.



Na mesma loja onde comprei as sandálias, encontrei estas pulseiras para lá de amorosas. Eu acho que os acessórios dizem muito sobre nós e sinto que sou tal e qual uma bijutaria minimalista: sou transparente, está tudo à vista, mas só quem estreita os olhos e estica a cabeça fica a saber os pormenores. Adorei a forma da libelinha e o "love". Sem dúvida que precisamos cada vez mais de coragem para voar mais alto e de amor nos nossos corações.






Definitivamente não foi uma compra de Maio (já o referi em Janeiro, AQUI), mas foi este mês que usei e abusei do meu Virgin Mojito, da Body Shop. A minha opinião mantém-se ao registo feito há quatro meses e ainda acho que o cheiro transporta-nos para esplanadas de Verão, razão pela qual eu estou a usá-lo muito mais agora. É maravilhoso estar a trabalhar, mexer repentinamente numa qualquer papelada e sentir o cheiro de uma bebida fresca. É uma pena que já não esteja nas lojas (eu pelo menos nunca mais o vi e queria imenso comprar outro boião para quando este acabar) mas rezo muito para que voltem a lançar outra edição. Até lá vou-me apaixonando todos os dias um pouco mais por este creme.



Ando uma Maria Insuportável dos Batons e a verdade é que não resisti trazer outro para casa, da Kiko. O batom promete um efeito glossy e, apesar de cremoso, não é peganhento nos lábios e dá um tom maravilhoso. Eu escolhi uma cor mais nude e consigo que ele confira um tom fantasticamente discreto mas com pujança suficiente para ganhar logo outra cor e um aspecto mais saudável ao rosto. E a embalagem e o design da bala é puro amor.
É aquele típico batom ideal para as miúdas novinhas mais curiosas com a maquilhagem mas que não querem nada que fuja da sua idade nem que pareçam umas palhacinhas a ir para a escola. Já passei há muito essa fase mas morri de amores pela sua subtileza. Outro ponto maravilhoso a favor deste batom é o seu cheiro e sabor: é o batom mais abaunilhado que já passou nas minhas mãos. Fico com uma vontade louca de o comer e o sabor mantém-se abaunilhado. Aliás, a melhor prova do que escrevo é o meu namorado; Evito sempre usar batons nos lábios quando vou ter com ele porque sei que o gosto a batom na maior parte das vezes é horrível e ele não merece tal coisa a troco de um beijo (embora ele insista que estou à vontade, eu fico com pena dele) mas, numa tarde de Sábado, esqueci-me completamente e fui com este batom. E ele respondeu-me "Esse batom tem sabor, mas é bom. Sabe a biscoitos". Portanto, miúdas com namorados, aqui vai um alerta: é seguro usarem-no com os vossos queridos.



Em toda a História dos meus Favoritos, nunca pensei que fosse incluir aqui... uma escova de dentes! Mas é verdade, está nos meus Favoritos. Eu sempre tive uma escova de dentes portátil da TAP na minha mala, que usava para escovar os dentes na escola e na Universidade, depois do almoço. Detesto hálito de comida e ainda pior quando se tenta disfarçar com pastilhas. Mas a pobrezinha já estava a ficar muito gasta e a antiga pasta há muito que estava acabada, por isso tinha de andar com uma pasta de dentes em cápsula. Até que vi esta bolsinha da Colgate e finalmente consegui dar a devida reforma (já há muito necessária) da minha antiga escova de dentes. A bolsinha inclui uma escova de dentes que se pode desencaixar e transformar numa escova com tamanho normal e uma pequena pasta de dentes. É maravilhosamente prática e a bolsa dá um enorme jeito para proteger as coisas da minha mala da humidade da escova. Tem sido a minha parceira na empresa depois das horas de almoço e, apesar de ser cara, acho que é um investimento que as pessoas deviam ponderar. E para viagens então, é só perfeitinha.


Desde Abril que a andei namorar cada vez que passava numa Women's Secret, de tal forma que uma vez cheguei ao quarto, já em Maio, e tinha-o queridinho em cima da cómoda. Miminhos de mãe atenta são sempre incríveis e inspiradores para o dia correr bem, certo? 
Eu adoro after suns que tenham uma textura brilhante. Daqueles que podemos colocar na pele e conferem alguns brilhantes sem que se torne piroso. Acho que realça de uma forma maravilhosa e sofisticada o nosso bronzeado e sinto-me sempre com a pele incrível. E agora a Women's Secret disponibilizou uns Body Mist com precisamente a mesma fórmula dos brilhantes na pele. Têm três fragrâncias diferentes mas aquela que me conquistou foi a Beach Please, que tem um cheiro cítrico e fresco, mesmo a puxar ao Verão. O brilhante é tão discreto como nos after sun e deixa a pele com um cheiro maravilhoso. Outra coisa que gosto de fazer, especialmente em saídas à noite, é borrifar um pouco para o ar e passar o meu cabelo por lá. Ganha os brilhantes sem que fique horrível e o efeito à luz é tão giro e natural!


É com tanta alegria que partilho isto com vocês que quase escrevo isto aos pulinhos: o meu chá preferido de toooodos os tempos regressou!!! Quando era miúda, bem pequenina, descobri que só havia um chá que gostava mais do que chá preto (coisa impossível, excepto para este chá em questão): chá de caramelo. Exactamente. A Lipton tinha um chá com sabor a caramelo e era um beijo do Olimpo. Era o chá mais gostoso de todo o planeta. Mas, do nada, há uns bons anos, começou a desaparecer das prateleiras. Inicialmente já só conseguíamos encontrar no Lidl e depois, de há uns anos para cá, deixámos definitivamente de o ver. E pronto, lá me conformei com a descontinuação, sem nunca o ter esquecido. Até que eu chego a casa e a minha mãe mostra-me a caixinha que comprou: a Lipton lançou chá de caramelo e baunilha! Fiquei louca. Fui a correr buscar uma caneca, de mãos a tremer. Já não bebia aquele nectar de Zeus há milhões de anos e estava a morrer de medo que aquele "baunilha" arruinasse o sabor do chá. Mas era exactamente igual. Igualzinho. O meu sorriso foi até cada canto da orelha e os meus olhos brilharam. O regresso do meu chá favorito de todos os tempos significou uma segunda ida ao supermercado para comprar mais 5 caixas (just in case). Sabem aqueles sugos de caramelo, que se ofereciam nas festas de aniversário, todos castanhinhos? O sabor é precisamente igual. 



Um dos momentos altos de degustação de Maio foi a minha visita ao Taberna 22. Não foi estreia, mas foi à conta deste momento que me lembrei de escrever sobre o Taberna no Bobby Pins (publicação AQUI). É maravilhoso quando vamos a um sítio seguros de que vamos comer com prazer. E o jantar foi maravilhoso, entre garfadas em tapas diversificados e dois dedos de conversa.

Os fins de semana pedem constantemente pequenos-almoços feitos com menos pressa e mais amor. E nada reflecte mais amor do que panquecas. A receita é fácil e convidativa a sujarmo-nos e a fazermos juntos, mas quando a vontade de limpar a cozinha no final é pouca, quando o desejo da gulodice é muito ou quando não queremos fazer muito barulho de manhã, estas garrafinhas para fazer panquecas são um high-five perfeito na nossa vida. Já vêm com a farinha combinada preparada e basta que juntemos leite até ao nível indicado na garrafa. Agitar muito et voilà! Massa para panquecas pronta em menos de um minuto. E não, não tira toda a piada, experimentem só agitar vigorosamente uma garrafa enquanto andam aos pulinhos pela cozinha ou a dançar freneticamente! A diversão só acaba quando queremos. Podem encontrar estas garrafinhas montes de vezes no Lidl e nas lojas que importam produtos estrangeiros. Esta é uma recomendação de ouro, já as uso há uns bons aninhos mas este mês demos uso a muitas garrafas!


Na mesma vibe das panquecas, quero falar-vos de maple syrup, ou xarope de ácer, o clássico topping das panquecas. Andei durante anos à procura, mas é um carnaval encontrar estas coisas em supermercados nacionais, embora este tipo de produtos comece a ganhar novos espaços nas prateleiras. Eu encontrei este da Aunt Jemima, numa loja de produtos importados do Algarve, no Verão passado e comprei logo o maior tamanho que havia para ter a certeza de que jamais iria faltar quando fizéssemos panquecas. E é tão maravilhosa a combinação da panqueca com o xarope! Cura mau humor, de manhã.



A maravilha de ter comigo no trabalho uma colega tão aficionada pelos filmes da infância e da Disney como eu é que, a meio do dia, podemos fazer do nada um dueto a cantar um refrão da Pocahontas ou a relembrar aqueles filmes manhosos que as nossas mães nos compravam mas que nós adorávamos. Que não eram da Disney e que jamais vamos lembrar do nome da produtora mas que fizeram as nossas delícias e arrebataram os nossos corações. E do que ela se foi lembrar... Do Castelo Encantado da Princesa Cisne. Se não estão a chegar lá, não se preocupem, eu também disse prontamente que não sabia o que era. "Sabes, sabes!", insistia ela, enquanto googlava aquilo. E sabia mesmo, assim que vi a capa da cassete recordei de imediato que sim, tinha essa cassete em casa e via até à exaustão. Curiosamente, e ao contrário de quase todos os filmes da minha infância que me marcaram, eu não me lembrava, de todo, da história. Zero. E via o filme tantas vezes como os meus clássicos favoritos da Disney. Mas simplesmente entrou no meu esquecimento. E num fim de semana passado ela anunciou com um enorme sorriso de que esse filme estava no youtube com a dobragem em português do Brasil, igualzinho à cassete. Fui a correr revê-lo e, à medida que a história ia-se desenvolvendo eu ia-me recordando das personagens, das falas, dos refrões e do que ia acontecer a seguir. E foi aí também que descobri que este filme faz parte de uma triologia e que este do Castelo encantado é o segundo filme. Obrigada pais por não me terem oferecido o primeiro nem o terceiro, não faz sentido nenhum o quão random foi a escolha da cassete.
Se também não estão a chegar lá, deixo-vos a imagem da cassete e o link do Youtube para verem (AQUI). Continuo a adorar este vilão!


Este talvez seja o Favorito mais útil na minha vida, este mês. O problema de ter casas grandes é este: um router não chega para preencher a casa toda com wi-fi. E como o escritório fica numa ponta da casa e os quartos na outra ponta exactamente oposta, nunca houve internet nos quartos. Havia na sala, cozinha e escritório, fim. E isto até pode ter uma certa filosofia de paz e relaxamento nos quartos sem qualquer perturbação vinda de redes sociais e afins mas sejamos francos: não dava jeito nenhum. Quando eu ainda tinha aulas, tinha de me levantar e ir à sala ver se notas já tinham saído, não podia trabalhar no quarto, não podia ver e-mails, quando alguém viajava tínhamos todos de nos comunicar na sala, escritório ou cozinha. Isto porque não temos um pacote com dados móveis e ainda que tivéssemos, era verdadeiramente chato. A ideia inicial seria comprar um extensor de wi-fi mas facilmente este brinquedo chegava aos 70 euros e acabámos sempre por ter outras prioridades de compra.

Mas a mãe é um génio e encontrou este salva vidas, no Bazarão do Continente, que acabou de estrear. É um daqueles achados que uma pessoa fica a olhar com cara de panqueca queimada. Lá chegou ela a casa com uma caixinha micro e um aparelho do tamanho da palma da minha mão com uma ficha para ligar. Imediatamente perguntei à minha mãe porque raio ela tinha comprado um ambientador. E depois lá li a caixinha. Wi-fi Repeater, que permite que haja extensão do wi-fi do router. Gente, fiquei um sino.

Duvido que este seja um Favorito útil para alguém mas foi das melhores coisinhas de Maio que já adquirimos. Tem duas formas para o instalar e em ambas as instruções estão fenomenais e tornam tudo verdadeiramente simples, sem fios, cabos nem nada! A qualidade da extensão é óptima e um só chegou para cobrir tudo o que restava da casa. E o melhor, melhor mesmo: nem chegou aos 20 euros. Abençoado seja o criador deste aparelho porque já posso ver e-mails de trabalho no conforto da minha cama e vestir-me com Spotify.


Sinto que a música que ouvi este mês reflectiu tudo o que Maio foi para mim: contraste. Foi um mês em que descobri novas músicas, álbuns e artistas mas que também senti necessidade de ouvir antigos hits e de cantar refrões que sei de cor e salteado há anos. Foi um mês onde quis ouvir muita música e alegre e feliz, que fizesse jus a todos os momentos felizes e de conquistas que vivi e que também quis ouvir músicas que representassem a minha alma cheia de saudade e sentimentos de nostalgia. Por isso mesmo, Maio foi uma enorme mistura musical onde podem encontrar de tudo, por aqui.

Maio de 2016 ficará para o resto da minha vida marcado na minha memória, pelos momentos intensos e pelas conquistas inesquecíveis. Maio começou com um dia da Mãe solarengo e maravilhoso, com direito a almoço numa esplanada óptima e um jantar ao pé da praia, com um pôr-do-Sol que muitos finais de tarde de Verão desejariam ter. Foi o mês da minha última praxe, a última vez que cuidei dos meus últimos caloiros e onde pude gozar todos os últimos momentos com eles, em que a nostalgia se transformou num nó na garganta e no desejo de voltar a fazer tudo de novo, de largar o traje inteiro e de ser eu a ir para ali, sujar-me com eles. O mês do meu último Enterro e do Traçar de Capa do Afilhado, em que recebi Fitas e mais Fitas, em que recordei o meu Enterro, em que vi os olhos daqueles miúdos brilhar com pujança de fazer a praxe continuar a viver e a darem-me esperança de que, daqui a uns anos, ainda veja caloiros de Nutrição da Lusófona a gritar Chiado abaixo. O mês em que me orgulhei de ter feito parte da primeira Comissão de Praxe de Ciências da Nutrição e onde sorri por todos os momentos que vivi enquanto trajada, em praxe. O momento em que chorei sem parar a traçar a capa do Rui e chorei ao lado da Vanessa, a ler a sua Fita com ela. O momento em que a Presidente disse em discurso que eu era uma referência para ela e eu desabei em lágrimas. A minha última Serenata.
Foi o mês de receber Fitas todos os dias e cartas vindas de cada cantinho do país. De ser uma chata do pior por querer todas a tempo (nunca acontece, mas nós não perdemos a fé). De me sentir imensamente grata por saber que estas Fitas foram escritas com empenho para mim e que não são clichés que poderiam dar a qualquer um de vós. Foram só para mim, mesmo que as minhas pessoas não sejam as mais viradas para a escrita sentimental, está ali o empenho em cada palavrinha.
Maio foi o mês de fins de semana despreocupados, como nunca antes tinha tido noutros anos, com direito a sessões de cinema em casa e pizza encomendada por telefone. O mês em que fui ao Casino pela primeira vez, sendo maior de idade (já tinha ido duas vezes, mas para ver espectáculos e nestes eventos podemos entrar mesmo sendo menores) e que ganhei 10 cêntimos numa das máquinas (comprei com esta fortuna uma Mansão na Austrália, já estou a preparar Mansão Tour para vocês). Foi um mês em que o meu horário de trabalho permitiu-me ter as tardes livres e em que, nos dias de Sol, aproveitei para estar com as minhas pessoas, comer gelados, ir ao cinema a metade do preço e ganhar amor pel'O Livro da Selva. O mês de ver as amigas antigas e de nos puxarmos para cima, de ir a almocinhos não planeados com a mãe, de celebrar o aniversário do pai. 
A minha Bênção. O momento que vemos em todo o lado e nunca pensamos lá chegar, ou nunca sonhamos de verdade porque ainda falta sempre tanto. Faltam x anos. Faltam x cadeiras. Faltam x meses. E depois faltam x dias e é tudo cada vez mais real. A família combina os lugares no carro, os amigos perguntam-te a que horas começa, os colegas acabam as Fitas, a pasta começa a ganhar cor. Toda a gente se prepara: menos tu. Menos eu. Entrei de para-quedas na minha Bênção, a absorver tudo em câmara lenta mas com uma alegria transparente no olhar e no sorriso rasgado. De ver amigos que não vês todos os dias mas que nos momentos de celebrar vitórias estão lá. De ver a família acenar-te ao longe na multidão, com orgulho porque ali está a catraia que comia bolo de aniversário cheio de creme com as mãos a acabar uma Licenciatura. De vestir o traje uma última vez e de o abraçar com saudades negras como a capa. De ver a melhor amizade que fiz na Universidade abdicar da manhã inteira do seu aniversário só para me ver ali, a abanar fitinhas. 
Em Maio visitei um Palácio que não está aberto ao público e perdi-me nos seus corredores e actividades incríveis. Fui à RTP. Houve Feriado e não havia uma única coisa para estudar mas muito para aproveitar de um dia só meu. De estar com os meus dois rapazes, de levar o João a comer gelado, de ver o Diogo a ensinar ao João a andar de skate e a fazer slide, de ir jantar despreocupadamente com quem faz o meu coração sorrir.
Em Maio a família finalmente conseguiu reunir-se toda para celebrar a minha Bênção, com direito a cardápio escolhido por mim, histórias antigas repetidas mas que todos adoramos ouvir e mimos das pessoas que me conhecem antes de eu saber que existia. E nesse mesmo dia, em Maio, celebrei com todo o orgulho que eu podia a vitória das eleições do Diogo a Presidente de uma associação nacional de estudantes.

Maio foi cheio e fez o meu coração derramar vezes sem conta.


Tenho tanto a agradecer que sei que alguém vai escapar. Começo por agradecer à minha mãe e ao meu pai. Por terem sido ainda mais super-heróis este mês e entre dias da mãe e aniversários do pai, conseguiram-se desdobrar em vinte mil e combinar boleias, almoços, jantares, festinhas e encontros. Por terem escrito uma Fita maravilhosa e que jamais esquecerei e por terem-me ajudado a carimbar uma pata da Laika na Fita (se acham que é tarefa fácil é porque não perceberam que a pata da minha cadela é do tamanho da palma da minha mão, sem exageros). Agradecer à minha empresa por ter dado o dia seguinte ao do meu Enterro de folga para eu poder viver toda a cerimónia nocturna com direito às minhas lágrimas e cansaço sem preocupações sobre a que horas acordaria no dia seguinte. Obrigada por se lembrarem que também já foram, um dia, estudantes e Finalistas. Agradecer aos avós pela Fita maravilhosa que me escreveram, pela competição sobre quem escrevia mais, por estarem sempre lá do meu lado, orgulhosos de mim em cada mini vitória. Agradecer a sexta feira espantosa que tive no aniversário do meu pai, com tarde livre, com uma vista aérea sobre o Parque Eduardo VII de perder a cabeça e com um dia de Sol digno de fazer as sardas sorrir. Agradecer à Vanessa por dividir aquele dia comigo, por ter escrito uma Fita de fazer qualquer boa amiga chorar, por ter sido minha parceira de crime em quatro anos maravilhosos que eu quero que se prolonguem por uma vida. Agradecer ao João por ter escrito que fazia coisas fantásticas e que era a melhor prima do mundo. Compensou todas as vezes em que me senti mal por não ter podido brincar contigo por ter frequência no dia seguinte. Compensou tudo. Agradecer à Joana e à Mariana por serem tão incríveis e por fazerem os meus dias de trabalho uma autêntica comédia, animação e delícia. À Ervilha por ter vindo a correr do seu exame para chegar a tempo da minha Bênção. Ao Afilhado que veio ver como é que se acaba um curso na maior. Tens quatro anos inteiros pela frente, no mínimo. Faz qualquer coisa por ti abaixo para que sejam os melhores da tua vida.
E obrigada, Diogo. Por me surpreenderes com uma Fita incrível, mesmo que eu saiba que tu foges de Fitas a sete pés. Pelo desenho para lá de amoroso e as palavras que me deixaram de lágrimas nos olhos. Por todas as flores que me ofereceste este mês. Por nunca teres faltado a um único momento mais importante das minhas etapas e por estares lá sempre com um abraço apertado, orgulhoso de mim. Por seres meu parceiro em tudo e dividires estes momentos comigo. Por seres estudante, colega, amigo, familiar, estagiário, Presidente e, mesmo assim, teres sempre tempo para mim, para seres meu namorado. Um dia vou perceber como consegues, mas, para já, fica aqui o meu reconhecimento, gratidão e admiração.

Que Junho traga calor, mais momentos felizes e menos nostálgicos.

Nota: Todas as ilustrações presentes nos separadores são da autoria de Evelyn Henson.

7 comentários:

  1. Um mês já nem é nada sem os teus fantásticos favoritos! Amo todas as peças que compras te e mal posso esperar por pôr as minha mãos nesse chá!!

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  2. Um mês repleto de coisas boas!

    Cátia ∫ Meraki

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  3. Gosto tanto destes teus favoritos, Inês! Para lá das coisas materiais de que falaste, sem dúvida que o que sabe melhor ler as as Tuas coisas. O que te vai na Alma. E os momentos bonitos são mesmo o que nos fica na memória para sempre! Que esta nova fase seja maravilhosa :)

    Jiji

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  4. Sou como tu no que toca a higiene oral... sempre que me esqueço da escova de dentes sinto um remorso gigantesco, como assim não vou lavar os dentes depois da refeição principal? É isso e a seguir ao café... adoro sabor a café, mas não gosto de ficar com ele na boca!
    Estou para experimentar essa gama da Women Secret, vale a pena mesmo? E a da Body Shop? Temo a última pelo preço, receio a relação qualidade/preço...
    Eu identifico-me tanto contigo quando falas dos filmes de animação, a sério, consumo-os completamente e, quando me dão a escolher entre um destes e um "para adultos", já sabem a minha resposta! Adoro e lembro-me perfeitamente deste filme, porém, vou revê-lo agora que puseste aqui o link. Obrigadaaaa!

    E continua sempre com esta rubrica. É incrível!
    Beijinhooooos.

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  5. Os teus favoritos têm sempre coisas tão giras!
    Essa escova é bastante útil para quem lava os dentes à hora do almoço, no meu caso eu só lavo os dentes duas vezes por dia ( ao acordar e ao deitar-me). Fiquei mesmo com vontade de experimentar esse topping das panquecas :).
    Maio foi mesmo um mês cheio de emoções para ti! Nota-se que foste mesmo muito feliz na universidade, e ler as tuas reflexões sobre os anos maravilhosos que viveste aquece-me o coração.
    Boa sorte para a tua nova fase :).
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  6. fui comprar o cha de caramelo para provar por tua causa :p

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