sexta-feira, 5 de agosto de 2016

LIVROS || A Grande Magia


Há uns largos meses vi a Estée Lalonde falar sobre este livro e despertou-me a curiosidade, especialmente por ser da mesma autora de Comer, Orar, Amar - que gostei imenso de ler (achei o filme um pouco aquém, para ser honesta).
Tirando este factor, aquilo que mais aguçava a minha curiosidade para ler A Grande Magia era o facto de este não ser um romance, um livro de história, mas sim uma publicação de opinião. Mas o meu coração caiu-me aos pés quando cheguei a casa e li a contra-capa. Pensei de imediato Comprei um livro de auto-ajuda.

E não vou ser simpática comigo mesma, não deixa de ser um livro de auto-ajuda. Sinceramente, é uma das duas partes que menos gosto neste livro. A própria afirma que o livro não foi feito para ajudar o leitor mas eu não fui muito nessa cantada. A segunda é que o acho demasiado... fantasioso, no sentido de que há certos raciocínios da autora que eu não escreveria, de todo, assim. Ela personifica a inspiração e a criatividade e, embora seja até um método interessante, há alturas que cai no exagero e que eu apreciava que ela fosse mais terra-a-terra. E há partes do livro em que o é. São esses capítulos, garanto-vos, que tornam o livro genial. 

A Grande Magia fala da criatividade, da capacidade de criarmos algo que realmente nos diga alguma coisa, sobre a inspiração e como a ganhamos ou perdemos, sobre os obstáculos, desafios, sucessos e insucessos necessários para levarmos uma vida criativa... Em todos os aspectos dela.
Sendo eu uma blogger e tendo em conta que 90% das pessoas que vão ler esta publicação também o são, adianto-vos: é um óptimo livro. Para quem é blogger ou quer ser, sobre as exigências de se criar, em todos os detalhes, é um livro fabuloso! Mas para os outros 10% que pensam que isto é só para aspirantes a bloggers/pintores/escritores, tirem o cavalinho da chuva. Levar uma vida criativa pode ir desde escrever um livro a querer viajar pelo mundo. Ou praticar um desporto pela primeira vez. E Elizabeth Gilbert tem uma opinião fascinante acerca deste assunto.

Sim, não concordo a 100% com a expressão fantasiosa dela, mas já vos falei, anteriormente, sobre contrastes e sobre o quanto eu quero ler sobre pessoas, mesmo que tenham visões não 100% fiéis às minhas. Mas este é um livro que fala também sobre outras personalidades incríveis que a autora foi buscar para falar um pouco sobre a vida criativa extraordinária deles, sobre algo que eles disseram, fizeram ou opinaram. E, nesse sentido, o livro é muito enriquecedor porque não se limita a apresentar uma opinião sobre criatividade, por base em Gilbert. Ela fundamenta, exemplifica e conta histórias que suportam a sua conclusão. E eu adoro isso porque, além de conhecer a sua perspectiva, conheço ainda umas 20 pessoas que a ajudaram a alicerçar a sua visão. E isto, senhores, é o mais claro sinal de uma escritora íntegra.

Foi um livro que me fez pensar em diversos assuntos que atormentam a minha cabeça há uns meses e ajudou-me a assentar algumas ideias; outras tantas eu já concordava com Liz (especialmente aquele conceito absurdo da dor e criatividade) e ainda apareceram outras ideias sobre coisas às quais ainda nem sequer tinha pensado (como a opinião dela sobre seguir Artes na Faculdade). Eu sinto que é um livro que Elizabeth não gostaria que nos limitássemos a sorrir e a acenar para ele. É um livro que tem de ser gatilho para algo: para torcerem o nariz, motivarem-se, fazerem aquilo que andam há séculos a dizer "vou fazer um dia" ou para simplesmente terminar e dizer "não me revejo em nada no que ela diz". Faz-nos sentir e reagir. Não é isso que todos os autores sonham? You go, Liz.

Autora: Elizabeth Gilbert
Número de Páginas: 283
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3 comentários:

  1. "Fazer-nos reagir" - são esses os melhores, sempre nos fazem acordar para a vida! Fiquei curiosa!

    Jiji

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  2. Já ando a ver este livro há meses, tanto no Youtube, como aqui pelo blogger. Da última vez que ouvi falar dele, foi no blogue da Cherry; e agora que li a tua review, a vontade de o ler reacendeu! Tenho mesmo de o ler, principalmente por falar da criatividade, algo com a qual terei de ter uma boa relação, não fosse a minha área muito ligada a isso!

    A Vida de Lyne

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